Quando me amei de verdade
Quando me amei de verdade ,
compreendi que em qualquer
circunstância,eu estava no lugar
certo ,na hora certa ,no momento exato.
E,então,pude relaxar.
Hoje eu sei que isso tem nome ......
Auto –estima.
Quando me amei de verdade,
Pude perceber que a minha angústia ,
meu sofrimento emocional,
não passa de um sinal de
que estou indo contra as
minhas verdades.
Hoje eu sei que isso é ........Autenticidade.
Quando me amei de verdade,
Comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar
Alguma situação ou alguém apenas
Para realizar aquilo que desejo,mesmo
Sabendo que não é o momento
Ou a pessoa não esta preparada,
Inclusive eu mesmo.
Hoje eu sei que o nome disso é...... Respeito.
Quando me amei de verdade,
Comecei a me livrar de tudo que
Não fosse saudável ......Pessoas,
Tarefas,tudo e qualquer coisa
Que me pusesse para baixo,
De início ,minha razão chamou
Essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama .....Amor –próprio.
Quando me amei de verdade,
Desisti de querer ter sempre razão
E ,com isso,errei muitas menos vezes.
Descobri a .....Humildade.
Quando me amei de verdade,
Desiste de ficar revirando o passado
E de me preocupar com o futuro.
Agora,me mantenho no presente,
Que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez .
Isso é .....Plenitude.
Quando me amei de verdade,
Percebi que a minha mente pode
Me atormentar e me decepcionar.
Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração ,
Ela se torna uma grande uma grande e valiosa aliada.
Isso é .......Saber viver!!!
“Não devemos ter medo dos confrontos.....
Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas.”
Que a sua vida seja um constante aprendizado.
“Quando me amei de verdade.”(Charles Chaplin)
REFLEXÃO
Umdia você aprende que...
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno amanhã é incerto demais para os
planos,
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima
se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando
e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança
e apenas segundos para destrui-la,
e que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram
escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo
e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que devemos deixar as pessoas que amamos com
palavras amorosas,
pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes
tem influência sobre nós,
mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve
comparar com os outros,
mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo
para se tornar a pessoa que quer ser,
e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou,
mas onde está indo, mas se você não
sabe para onde está indo,
qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus actos
ou eles o controlarão, e que ser
flexível não significa ser fraco
ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada
e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas
que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as consequências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes
a pessoa que você espera que o chute,
quando você cai é uma das poucas
que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver
com os tipos de experiências que se
teve, e o que você aprendeu com elas,
do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você
do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer
a uma criança que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes,
e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva
tem o direito de estar com raiva, mas isso
não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do
jeito que você quer que ame,
não significa que esse alguém não sabe amar,
contudo, o ama como pode,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar
ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente
ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender
a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos
pedaços seu coração foi partido,
o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa
voltar para trás, portanto, plante seu jardim
e decore sua alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...
E você aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte,
e que pode ir muito mais longe depois de
pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor
e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras
e nos fazem perder o bem que poderíamos
conquistar, se não fosse o medo de tentar.
Willian Shakespeare
O
POTENCIAL PSICOTERAPÊUTICO DA TERAPIA DE VIDA
PASSADA
A maioria das experiências utilizando a regressão
de memória a vidas passadas parece ter começado
sem essa intenção. A busca de fazer
o indivíduo reviver situações
anteriores que pudessem estar relacionadas aos problemas
enfrentados parece ter transposto a barreira da
consciência dessa realidade biográfica
para uma outra possibilidade: a de que esses indivíduos
tivessem vivido outras vidas, em outros contextos
sócio-culturais, em outros corpos. Apesar
de terem perdido aquele corpo anterior pareciam
guardar algumas características físicas
(sintomas) e psicológicas na personalidade
atual.
A utilização da regressão
de memória com finalidades terapêuticas
remonta a década de 30 do séc. XX.
Desde 1934, Denis Kelsey utilizava a regressão
de memória na tentativa de eliminação
de sintomas de várias ordens. A partir daí,
muitos pesquisadores e terapeutas vão desenvolver
metodologias de tratamento utilizando esse recurso.
A idéia predominante é a de que as
situações traumáticas do passado
tendem a causar impactos no psiquismo e no corpo
físico gerando registros no psiquismo. Esses
registros permanecem após a morte do corpo
físico e vão influenciar a formação
da personalidade da atual existência, podendo
gerar diversos tipos de enfermidades. Ao favorecer
que o indivíduo reviva essas situações,
as cargas emocionais e físicas podem ser
escoadas em um processo de catarse. A catarse será,
então, um dos grandes objetivos da TVP para
muitos terapeutas atuais como Hans TenDam, Roger
Woolger, Morris Netherton etc..
Outros terapeutas passaram a se preocupar com a
produção de insights sobre as relações
entre as experiências vividas no passado e
suas repercussões na vida atual. Muitos autores
consideram a produção de insights
o principal objetivo terapêutico em TVP.
Tenho considerado com muito respeito essas opiniões.
Mesmo porque, toda a minha formação
inicial atendeu a esse tipo de princípios
e objetivos terapêuticos que se revelaram
bastante eficazes em muitos casos. Porém,
a partir da avaliação de uma série
de casos, pudemos observar que nem sempre o cliente
que passava por um processo regressivo, onde tinha
realizado uma catarse significativa ou que tivera
insights importantes, tinha uma melhora razoável.
Seria uma inadequação da técnica?
Do indivíduo? Ou do próprio terapeuta?
Começamos a perceber que além dos
objetivos, que comecei a chamar, Tradicionais em
TVP (catarse e insight) era preciso explorar novos
aspectos da dinâmica psíquica e que
surgem com a utilização dos novos
princípios. Encontramos várias pessoas
que começavam a utilizar conceitos mais psicológicos.
Mas ainda de uma forma mecânica de tratamento
e entendimento da psicogênese da enfermidade.
Percebemos a necessidade de desenvolvimento de
uma nova forma de trabalhar. Estabelecer novos objetivos
terapêuticos que atendessem mais a dinâmica
psíquica do indivíduo sob a nova visão
antropológica que a TVP utilizava. Começamos
a desenvolver juntamente com outros profissionais
o conceito de Transformação do Ser
como sendo um objetivo fundamental na TVP.
A partir daí comecei a empreender um esforço
de síntese de alguns conceitos que aglutinassem
contribuições validadas da Psicologia
Tradicional, da Filosofia, da Psicossísntese
e da Psicologia Transpessoal. Era preciso, no meu
modo de entender, introduzir um modelo de psiquismo
que desse sustentação ao que observávamos
na prática clínica.
Assim, começamos a estruturar uma série
de intervenções e procedimentos que
visassem abordar questões como os Traços
de Caráter, Identificação e
Desidentificação e o Sistema de Crenças
e Valores. Comecei então a chamar esses objetivos
de Psicoterapêuticos em TVP.
Com essa nova visão percebemos que não
adianta em muitos casos, apenas o indivíduo
recordar sua experiência traumática
do passado, desta ou de outra vida, se ele não
consegue estabelecer um entendimento mais profundo
de sua maneira de funcionar na vida. Observamos
que em algumas patologias os indivíduos tendem
a repetir uma série de características,
na forma de interagir com o meio, desencadeando
uma enfermidade na vida atual. Por outro lado não
adianta, simplesmente, a sinalização,
pelo terapeuta do traço de caráter
que move esse indivíduo ao longo de algumas
vidas e que talvez se repita, se ele não
é capaz de entender os motivos de sua estreita
identificação com esse conteúdo.
Em nossa opinião, é preciso todo um
suporte psicoterápico para auxiliar o indivíduo
na construção de um novo modus vivendi
que garanta novas dinâmicas psíquicas.
O trabalho com os traços de caráter
ganhou aprofundamento importante quando comecei
a considerar o Sistema de Crenças e Valores
no entendimento da psicogênese e no tratamento
de várias psicopatologias. O que fazia com
que aqueles indivíduos se fixassem naquelas
vidas ou naqueles padrões de comportamento?
Era uma identificação mais profunda
com um Sistema de Valores que parece vir se repetindo
ao longo de várias encarnações.
Constatamos que muitas enfermidades pareciam surgir
pela identificação que o indivíduo
fazia com certos tipos de valores ao longo de várias
vidas e que vinham sendo repetidos. Até gerarem
uma desarmonia, um desequilíbrio que resultava
na patologia.
Essa proposta possibilitou a formulação,
rudimentar ainda, de uma psicologia do desenvolvimento
desse ser espiritual ao longo de suas diversas experiências
encarnado e desencarnado. Com isso podemos estabelecer
alguns parâmetros de entendimento para as
principais psicolpatologias como a depressão,
transtornos de ansiedade como as fobias ou o pânico,
os Transtornos Obsessivo-compulsivos etc.
Na verdade, a nossa abordagem em TVP mudou radicalmente
com esses novos conceitos. Os Objetivos Psicoterapêuticos
garantem uma abordagem mais integral da personalidade
e do psiquismo humanos atendendo, com isso, a um
número muito maior de casos com resultados
positivos. A etapa da regressão de memória
passou a ser um primeiro momento que possibilita
a constatação pelo indivíduo,
com que tipo de conteúdos ele está
identificado. A partir daí começamos
um verdadeiro trabalho terapêutico que visa
desidentificação desses conteúdos
e, mais que isso a construção de uma
nova possibilidade de viver. Essa mudança
não ocorre em todos os indivíduos.
É claro. Mas o terapeuta assim orientado
pode ser um facilitador mais eficaz na busca que
seu cliente faz de superar seus desafios.
Muitas vezes o indivíduo vai fazer pequenos
movimentos de transformação. Ao melhorar
um sintoma mais superficial que o perturba vai deixar
a terapia ou dizer que está “curado”.
Outros vão fazer incursões mais profundas
sobre a sua forma de funcionar, seus principais
traços de personalidade e as mudanças
que podem dar maior consistência ao seu processo
de transformação, buscando novas relações
com a vida. Alguns, diante desse trabalho, conseguem
fazer grandes reformulações existenciais.
Passam a se conhecer e a se reconhecer como espíritos
em evolução e, assim, mudam a forma
de encarar a vida. Fazem verdadeiras mudanças
nas suas metas existenciais.
Nosso trabalho em TVP não é de fazer
os indivíduos se lembrarem de seu passado.
É leva-los a uma integração
de diversas dinâmicas que permanecem em aberto
em seu psiquismo de profundidade e que repercutem
na personalidade atual. Nosso objetivo é
leva-lo a um processo de transformação
a partir do sentido que a enfermidade tem na sua
vida. Ao se verem passando por diversas vidas, se
vendo como uma unidade indestrutível que
continua a crescer e se desenvolver, podem refazer
suas aspirações e dar novo sentido
a sua existência. Um verdadeiro e profundo
processo de auto-conhecim
[Subir]
A FENOMENOLOGIA E A TERAPIA DE VIDA PASSADA
A Fenomenologia surgiu no início
do século XX quando Husserl, investigou a
intencionalidade na vivência da consciência
e chegou a uma análise profunda do conhecimento,
problematizando-o e apresentando a fenomenologia
como o método para chegar a verdades evidentes.
Husserl questionou o Positivismo com suas descobertas
causais e sistemas construídos no ar, pretenciosos
em apontar a soberania de uma perspectiva na qual
a representação mental de leis gerais
e conceitos são transformados em “coisas”
reais, autônomas e objetivas. Propôs
o “retorno às próprias coisas”.
Recomendou partir-se de dados indubitáveis,
evidências estáveis e depois construir
o conhecimento científico. Para Husserl é
imprescindível buscar as coisas manifestas,
evidentes, que não possam ser negadas.
Desse modo, a fenomenologia não nasceu como
um método, mas como um questionamento do
modo científico de pensar que considera como
verdade aquilo que está restrito ao âmbito
de ação de um sujeito cognoscente
separado de um objeto cognoscível.
Para compreender o mundo fenomenologicamente há
de se empreender um certo jeito que é diferente
do jeito metafísico . Heidegger bem soube
fazer essa transposição quando, em
“Ser e Tempo” desconstruiu a noção
de Ser da metafísica que perdurava desde
Platão e propôs uma nova ontologia.
A grande contribuição da fenomenologia,
a meu ver, foi demonstrar que, ao contrário
do que prega a metafísica, tanto a verdade
quanto o método para acessá-la são
múltiplos, instáveis, relativos e
provisórios (inclusive a própria fenomenologia).
Não se pretende a simplificação
grosseira de negar a metafísica e desqualificá-la.
Apenas se quer demonstrar que é um equívoco
considerá-la o único caminho que leva
à verdade.
Entretanto, o caminho de “voltar às
coisas mesmas” nos retira da segurança
e nos desaloja de volta ao mundo real, envoltos
na inconstância e instabilidade do próprio
existir humano.
Para exemplificar: é como se pudéssemos
atribuir, ao conceito do que seja o primeiro beijo
que alguém troca com a pessoa amada, o status
de verdade única e desprezar o beijo em si.
Essa é a forma de conhecer da metafísica.
O conceito, a representação passam
a ser a verdade. O mundo real fica suspenso na idéa
.
A fenomenologia coloca-se numa perspectiva em que
o “conhecer” a verdade não possui
essa estabilidade e segurança do conceito.
Supera-o e adentra na coisa mesma (o beijo em si),
aproxima-se o mais que for possível e mergulha
na insegurança e instabilidade de buscar
compreendê-lo nessa perspectiva multifacetada,
multicolorida, instável, aparente, relativa
mas, acima de tudo, real.
A metafísica seria esse pensar a realidade
a partir de um ponto de segurança distante
o bastante para superar a fluidez do mundo, do pensar
e do existir. A fenomenologia, ao contrário,
busca o conhecimento íntimo e não
distante do homem e de sua humanidade onde não
existe uma lógica para essa ou aquela verdade
e sim modos infindáveis de ser, onde tudo
é movimento e fluidez, onde a verdade não
se apresenta congelada no conceito ou idéa.
A verdade fenomenológica não repousa
segura, etérea e distante. Está numa
trama de significados que os homens vão tecendo
entre si mesmos e através da qual vão
se referindo e lidando com o mundo. Uma trama exuberante,
caleidoscópica, plena de encantamentos, surpresas,
perigos e contrastes pois que, desassossegadamente
atém-se àquilo que se mostra à
consciência, sem buscar mediações.
Busca o fenômeno para poder lhe dar voz.
É sob esse prisma que transportaremos a fenomenologia,
enquanto teoria filosófica do conhecimento,
para a clínica onde se pratica a Terapia
de Vida Passada, que é uma terapia vivencial
e, conforme Milton Menezes, fundamenta-se na possibilidade
de eliminação do sofrimento. Para
ele, a TVP possui duas etapas básicas de
ação terapêutica: a primeira
onde ocorre o entendimento, a conscientização
e a identificação dos conteúdos
do passado pela regressão de memória
e, depois, uma ação transformadora
destes conteúdos por outros mais adequados
para a vida atual do indivíduo.
Por ser uma terapia vivencial, a TVP não
poderia, sem cair em incoerência insuportável,
adotar um método terapêutico no qual
empreendesse a explicação do fenômeno
através da valorização de conceitos
impostos e desarticulados da experiência do
cliente. Aqui há de se clarificar que, igual
a qualquer outra abordagem científica, a
TVP também possui uma hipótese de
trabalho que é a hipótese da reencarnação
que “possibilitaria diversas experiências
no nível de consciência mais densa
da realidade concreta da matéria como caminho
para o aperfeiçoamento em valores ditos espirituais”
.
O entendimento do sofrimento, na forma como se dá
na TVP, está fundado no significado deste
para aquele que sofre: o cliente. O terapeuta valoriza
e facilita a expressão das manifestações
psíquicas conscientes e inconscientes que
se apresentam. Busca aquilo que se mostra por si
mesmo às consciências tanto do cliente
quanto do terapeuta, dando ao primeiro, voz para
esclarecer e clarificar o fenômeno. É
por isso que, na TVP, é comum os clientes
relatarem a própria experiência em
estado ampliado de consciência utilizando,
para clarificá-la ao terapeuta, a expressão
“como se fosse isso ou aquilo”. Também
é comum terapeuta e cliente permanecerem
demoradamente junto ao fenômeno (a experiência
do cliente) tentando perceber e integrar todas as
nuances e formas de manifestações
deste através de dimensões física,
psíquica, emocional, intelectual ou espiritual.
Há, na TVP, a explícita permissão
e valorização da experiência
do cliente, ajudando-o a tomar consciência
de manifestações antes inconscientes
que passam a fazer parte consciente do seu ser,
independente dele considerar que sejam lembranças
de uma vida passada, fantasia, criatividade ou memória
genética. Como a ênfase está
no vivido, na experiência singular do cliente,
o terapeuta suspende idéias anteriores, crenças
pessoais, preconceitos e a própria hipótese
de trabalho para acolher o material que emerge como
valiosa pista para se chegar à essência,
à verdade do cliente e poder ajudá-lo.
Desse modo, a TVP entende a verdade como relativa
ao significado e à história passada
e presente do cliente e a seu projeto de futuro.
Não há fórmulas, há
descobertas de significados singulares. Não
há porto seguro, há o desafio de correr
o risco do desconhecido por onde cliente e terapeuta
transitam procurando significados e sentidos que
possibilitem entender, conscientizar e identificar
o que causa sofrimento e as formas de superá-lo.
Em TVP, o “retorno às coisas mesmas”
fenomenológico é, acima de tudo, permitir
que a percepção no setting terapêutico
vá além do engessamento oferecido
pelos canais físicos dos 5 sentidos mais
densos e se amplie através da intuição
que apreende o mundo pré-reflexivamente,
como chega, sem filtros ou juízo de valor,
mesmo que o que chegue seja algo que vá além
da explicação materialista e reducionista
que, embora ainda não seja possível
detectar e replicar (como acontece em várias
abordagens da psicologia como, por exemplo, a psicanálise),
está posto e tem tido excelentes resultados
terapêuticos, estes sim facilmente reconhecidos
ante uma análise desapaixonada dos fatos.
Portanto, entendo que a fenomenologia se apresenta
como parceira valiosa para a Terapia de Vida Passada
concedendo-lhe uma maior facilidade e tranqüilidade
para realizar-se que os métodos metafísicos.
Resta, por outro lado, que a metafísica humildemente
reconheça que não possui respostas
para tudo, como pretende e respeite outros caminhos
que também levam à verdade e a uma
nova maneira de fazer ciência e compreender
o psiquismo humano.
Entretanto, enquanto isso não acontece e
a TVP continuar a ser considerada prática
marginal, no Brasil, podemos plagiar o murmúrio
de Galileu no ano de 1632 referindo-se à
Terra diante da “Santa” Inquisição
(“apesar de tudo, se move”) e dizer:
“mas que funciona, funciona”.
[Subir]
A EMERGÊNCIA ESPIRITUAL
A ciência tradicional não é
mais materialista. Quando Einstein, Max Planck,
Nils Bohr dentre outros enveredaram pela realidade
subatômica da matéria, modificaram
enormemente a visão do que podemos chamar
Realidade. Newton havia estabelecido os princípios
que explicavam a realidade objetiva através
da lei da gravidade, das formulações
do movimento dos sólidos e da aceleração,
consagrando as dimensões do espaço
e do tempo como parâmetros da realidade. Em
cima dessa base, a Medicina e a Psicologia vêm
sustentando suas pesquisas e procedimentos para
o entendimento do homem, da vida e das enfermidades.
Entretanto, quando os grandes nomes da Física
Moderna dissolveram a matéria em energia,
a partir da célebre fórmula de Einstein
(E=mc2) e dos conceitos da Física Quântica,
inauguraram um novo período de entendimento
da realidade onde o espaço ficou atrelado
ao tempo e, com isso, tudo passou a ser relativo.
O tempo, antes mandatário da existência,
pôde ser considerado zero quando a massa chega
à velocidade da luz. A luz passa a ser o
referencial para a descrição da realidade.
As novas teorias cosmogônicas conseguiram
chegar a cálculos precisos sobre a história
do Universo até 10-48 segundos depois do
Big Bang. A grande explosão que gera um nível
inigualável de energia, que vai se condensando,
criando galáxias, sóis, estrelas e
planetas. Concretiza-se a energia numa parte mais
densa: a matéria. O que ocorreu no momento
preciso da explosão permanece como um mistério.
Pelo menos para a ciência...
A concepção de realidade que a Física
nos dá atualmente, pressupõe a atuação
constante de campos de energia, pacotes de quanta,
quarks etc. Um verdadeiro Universo energético
onde a matéria é apenas um estado
condensado de energia. Tudo está intimamente
ligado a tudo. Mas por que relutamos tanto em adentrar
nessa revisão conceitual quando se trata
de seres humanos? Por que ainda estamos tratando
as pessoas como seres encapsulados pela pele como
diz Grof, em sua obra?
A realidade energética do ser humano ganha
espaço e avança. Avança para
a confirmação do passado. Sim, porque
a maioria das tradições orientais,
que remontam séculos antes da era cristã,
já considerava, mesmo que de forma intuitiva,
a realidade energética do homem e do universo.
Isso não quer dizer uma necessária
e inevitável volta aos caminhos da tradição.
Minha opinião é de que todo o percurso
da ciência tem a sua razão de ser e
representa um avanço inquestionável
do pensamento humano. Mas, há de se considerar
a ampliação de nossos paradigmas incluindo
a realidade sutil do ser humano.
Essa dimensão sutil, muitas vezes desconsiderada
por alguns cientistas, pode ser constatada pela
maioria das pessoas comuns nos fenômenos de
seu dia a dia. Percepções que escapam
à lógica ou as explicações
convencionais. Vivências que confirmam a existência
de uma outra realidade, já ratificada pela
Física, uma realidade, digamos espiritual.
Todo movimento de expansão do conhecimento
experimenta um primeiro momento de retração,
antes do salto para um novo patamar. Essa espécie
de fundamentalismo faz com que muitas posições
se radicalizem, que se questionem a seriedade dos
indivíduos que avançam para novos
conceitos e formulações. Antes éramos
jogados nas fogueiras da incompreensão, Hoje,
nos processos de descrédito, ridicularização
e isolamento. Mas a ciência segue o seu rumo
a despeito de alguns “cientistas”.
As novas tendências na saúde, naturalmente,
também enfrentam seus desafios na mudança
de paradigmas. Nesse campo com um agravante. Alega-se
preservar a saúde e o cidadão das
falsas promessas e dos enganadores. Mas quantos
trabalhos e profissionais sérios estão
ganhando esse rótulo? Quantas possibilidades
de alívio dos sofrimentos humanos são
inibidas diante da pressão dos interesses
distantes dos ideais hipocráticos?
Nossa posição, não recusa
a necessidade de critério e rigor científicos.
Pelo contrário. Os que estão seriamente
engajados nesse processo devem buscar caminhos de
interlocução com o paradigma vigente.
Devemos buscar a pesquisa fundamentada e cuidadosa.
Sem esquecer, jamais, de que estamos lidando com
seres humanos, o que nos exige um compromisso ético
no trato dessas pesquisas. Mas deve ser ética
também nossa posição de, dispondo
de novas formas de aliviar ou superar os sofrimentos,
coloca-los à disposição da
comunidade.
A Psicologia Transpessoal vem demonstrando fôlego
para enfrentar esses desafios. Multiplica-se pelas
várias partes do globo. Encontra solo fértil
nas mentes dos que não se satisfazem com
os limites que sua formação tradicional
impõe no trato de certas enfermidades. Colocam-se
numa condição de certa marginalidade
ao sistema vigente para encontrar uma saída
para suas angústias e aspirações.
O trabalho com os chamados Estados Ampliados de
Consciência (EAC) vem demonstrando sua potência
quando conduzidos em contexto terapêutico.
Também requerem treinamento constante, ampliação
de recursos terapêuticos e adequação
à diversidade e à complexidade do
psiquismo humano.
A Terapia de Vida Passada, que considero uma abordagem
transpessoal, me parece estar ainda um passo atrás
nesse processo, é verdade. Muitos terapeutas
se encantam pelo fenômeno regressivo. Deparar-se
com uma possibilidade de lembrar vidas passadas
remete a uma mudança radical do conceito
materialista de vida e do conceito religioso de
homem. Tratar de enfermidades com as revivência
das experiências do passado exige uma revisão
e uma ampliação dos conceitos psicológicos
e biológicos do homem. A potência da
regressão de memória no tratamento
de algumas enfermidades fez com que muitos terapeutas,
com treinamento acadêmico, deixassem de lado
as discussões teóricas para ficar
com os resultados de sua prática. Outros
fizeram uma leitura simplista do processo e enfatizam
a técnica regressiva em detrimento do processo
complexo que representa o psiquismo humano nessa
nova abordagem. A fragilidade e falta de consistência
teórica e técnica tende a gerar um
descrédito em torno da utilização
da TVP. Entretanto, inúmeros pesquisadores
estão se dedicando, no mundo inteiro, às
pesquisas nesse novo campo.
Para nós, do Instituto Vita Continua, a
realidade espiritual deve ser considerada um objeto
de estudo pela ciência. Para isso é
preciso desenvolver novas formas de pesquisa, novas
metodologias e novos conceitos. No campo da saúde,
esse processo de consideração da Espiritualidade
como uma dimensão humana básica, é
quase imperativo.
A Emergência da Espiritualidade se dá
por duas vias de entendimento. A primeira porque
emerge naturalmente dos postulados da Física
Moderna e das observações de terapeutas
transpessoais, de vida passada e tantas terapias
vivenciais que, trabalhando com esses princípios,
se deparam com uma nova ordem de fenômenos
e possibilidades que a ciência não
pode desprezar sem o risco de não atender
a sua finalidade básica, que é o desenvolvimento
do conhecimento e não a defesa de um paradigma.
Mas é também emergência no
sentido da urgência em se considerar a dimensão
espiritual no entendimento do homem e no desenvolvimento
de novas abordagens do sofrimento humano. A urgência
de se integrar um homem que foi dividido teoricamente
em corpo e espírito. Mas que é, na
vivência prática de sua vida diária,
um ser multidimensional, ou seja, não tem
apenas necessidades materiais, mas também
afetivas, sociais, culturais e espirituais. Nosso
objetivo é que mais pessoas possam estar
sensíveis a essa Emergência Espiritual.
[Subir]
SÍNDROME
DO PÂNICO NA VISÃO DA TERAPIA DE VIDA
PASSADA
Tudo começa numa situação
normal de nosso cotidiano: um engarrafamento, uma
fila de supermercado, uma reunião de trabalho.
Nada de especial parece acontecer
para justificar aquela súbita e crescente
ansiedade que começa a nos assaltar. A angústia,
a aflição, a insegurança crescentes
chegam a um ponto em que não conseguimos
mais suportar e tudo parece se transformar.
É o desespero, o Pânico
que vem como uma onda incontrolável. O coração
dispara de forma assustadora, o suor intenso encharca
nosso corpo e nossa roupa, a boca fica seca e a
visão se turva como se fossemos desmaiar.
“Mas e se eu desmaiar aqui,
o que vai acontecer comigo? Será que alguém
vai me socorrer?”. A angústia que se
transformou no desespero, no terror, faz com que
nosso pensamento, nosso desejo seja o de fugir dali.
Rapidamente. “Fugir, correr, correr...(mas,
para onde?) Para um lugar seguro, onde eu possa
estar com pessoas em quem eu confio. Porque se eu
ficar aqui pode acontecer...
“E assim, uma série
de pensamentos negativos passam pela mente do indivíduo,
reforçando aquele medo absurdo de algo que
não existe.A partir da primeira crise, o
indivíduo sente-se extremamente inseguro
e indeciso, principalmente porque teme uma nova
crise: é o que chamamos do “Medo de
sentir Medo”.
O que por si só já
é contraditório uma vez que, quanto
mais pensamos na situação que tememos,
antecipamos o sentimento de medo que queremos evitar.O
indivíduo não tolera mais se afastar
de sua “Zona de Segurança”, achando
que ao se afastar a crise vai reaparecer.
Mas apesar de todos os cuidados
as crises reaparecem com freqüência e
intensidade que variam de pessoa para pessoa, de
tal forma que elas passam a se sentir fracas, prostradas,
com a emoção à flor da pele.
Com o desenvolvimento do quadro
aumentam os medos específicos, os delírios
persecutórios, a debilidade física,
a solidão e o indivíduo acaba, na
sua grande maioria, abandonando o emprego, a faculdade,
isolando-se da vida social. No dizer de um cliente
nosso: “É assim que tudo começa...
e parece que jamais vai terminar”.
Este é um quadro típico
da Síndrome do Pânico, relatado por
um número crescente de pessoas que buscam
os consultórios de médicos e psicólogos.
A doença que atinge atualmente, segundo as
estatísticas oficiais, de 2% a 3% da população
mundial, ocorre, principalmente, entre os 20 e 40
anos de idade.
Diferentemente do que se supôs
inicialmente, não é um mal urbano:
pesquisas que tentavam estabelecer uma ligação
entre o stress urbano à Síndrome do
Pânico não foram conclusivas. É
significativo o número de pacientes das zonas
rurais. O fato do indivíduo sentir uma dor
forte no peito e taquicardia faz com que sua primeira
hipótese seja de um problema cardíaco,
fazendo com que procure um especialista.
Depois ele procura um neurologista,
um endocrinologista e um psiquiatra.A Medicina vê
a Crise de Pânico como um estado mais agudo
de uma condição de ansiedade patológica
já que, diferente da ansiedade e pânico
normais, não há um motivo aparente
que o desencadeie.
Acredita-se hoje, que a Síndrome
do Pânico seja causada por um “defeito”
no sistema de Neurotransmissores do organismo, que
são aquelas substâncias responsáveis
pela comunicação dos impulsos nervosos
entre as células, tais como a Serotonina
e a Noradrenalina.
No caso da Síndrome do Pânico,
as informações registradas pelo organismo
do meio ambiente são decodificadas como sendo
de perigo. É como se a mente da pessoa fizesse
uma leitura errada da situação, disparando
um alarme de ação contra um perigo
que objetivamente, não existe. Mas as verdadeiras
causas da Síndrome do Pânico são
desconhecidas.
Há hipóteses, ainda
sem confirmação, de uma disfunção
do sistema Endócrino ou de uma disfunção
cardíaca associada à ocorrência
do prolapso da válvula mitral.Com todas estas
dificuldades, o diagnóstico psiquiátrico
acaba sendo de uma Parafrenia Sistemática.
Traduzindo: a partir de determinado
evento, o indivíduo desenvolve um delírio
específico que, por ser ameaçador,
provoca todas as reações físicas
e psicológicas do pânico.
Os tratamentos psicológicos
tradicionais consideram o Pânico como um efeito
da Ansiedade Antecipatória. Ou seja, o medo
de sentir medo seria desencadeado por um medo espontâneo
que fica registrado no Inconsciente associado a
locais ou situações específicas,
estabelecendo-se um condicionamento, um estado fóbico
contra uma nova crise que gera muita ansiedade.
É a Ansiedade Antecipatória
que geraria uma nova crise. O medo também
aqui é tratado como infundado.Com estes pressupostos,
o tratamento normalmente seguido é o da utilização
dos antidepressivos, com ajustes das dosagens conforme
o indivíduo e evolução, associado
ao Método de Exposição Sistemática
e Psicoterapia.
A Exposição Sistemática
consiste em estabelecer metas de exposição
programada e crescente à situações
e locais que antes geravam a crise de pânico.
Os paciente relatam suor intenso, sede, desarranjo
intestinal, tontura e embaralhamento da vista como
os principais efeitos colaterais do medicamento,
enquanto que o Método de Exposição
faz com que cada etapa seja vivida com muita tensão
e ansiedade. Além disto, as mesmas pesquisas
indicam que 70% dos pacientes medicados não
conseguem deixar de tomar alguma quantidade de medicamento
ao longo de toda a sua vida.
O grande sofrimento da maioria
dos portadores da Síndrome do Pânico
é ter consciência do absurdo do pânico
que sente mas que ele não consegue controlar.
Diante de tudo isto, como nós,
Terapeutas de Vida Passada, entendemos este quadro
de sintomas? O que nós podemos fazer por
estas pessoas?O primeiro ponto a destacar é
a necessidade de modificar o pressuposto básico
na avaliação das doenças em
geral, e na Síndrome do Pânico em particular.
A Ciência Ocidental estabeleceu
metodologicamente, uma divisão entre mente
e corpo tendo como conseqüência a utilização,
na maioria das vezes implícita, de uma Hipótese
de trabalho que considera que a vida termina após
a morte e que o corpo (e a Ciência), nada
tem a ver com qualquer essência que porventura
possa permanecer existindo após a morte.
Na TVP, como em outras abordagens Transpessoais,
trabalhamos com outra Hipótese de trabalho:
a reencarnação.
Esta mudança de paradigma
é fundamental para se ampliar a possibilidade
de avaliação e entendimento de diversas
patologias. Enquanto que a Ciência Tradicional
trata a Síndrome do Pânico como uma
CONSEQUÊNCIA que tem como CAUSA uma disfunção
bioquímica ou orgânica ou funcional,
nós vemos esta disfunção também
como CONSEQUÊNCIA, resultante de situações
traumáticas vivenciadas em vidas passadas
e registradas nos arquivos de nosso Inconsciente,
esta sim, a verdadeira CAUSA.
É pensando assim, que conseguimos
explicar um sem número de doenças
e formas de sofrimento experimentados pelos indivíduos
em sua vida atual.O que temos percebido na prática
clínica é que estes acontecimentos
traumáticos que vivemos no passado tiveram
tal intensidade de emoção e sofrimento
que geraram decisões importantes, atitudes
e estruturas de funcionamento do aparelho psíquico
solidamente cristalizadas e registradas no nosso
Inconsciente. De tal forma que tendem, hoje, a se
repetir irresistivelmente como padrões de
comportamento, de pensamento e valores.
Outras vezes, estas marcas são
de tal ordem que o nosso Inconsciente tenta estabelecer
formas de funcionar radicalmente opostas às
que geraram os traumas, numa tentativa extrema de
evitar o sofrimento associado e conhecido a nível
Inconsciente.
A Síndrome do Pânico
é uma patologia mais complexa que os estados
fóbicos comuns. Isto porque ela resulta não
só do reflexo destes conteúdos traumáticos
de Vida Passada na vida atual, mas de uma combinação
de outros fatores que determinam o quadro descrito
anteriormente. Estamos falando da atuação
das “presenças”. Este conceito
desenvolvido e utilizado dentro da sistematização
metodológica do processo terapêutico
TVP, é fundamental para o entendimento de
vários sintomas da Síndrome do Pânico.
Para nós, “presenças”
são os personagens do passado, com os quais
nós convivemos e deixamos questões
mal resolvidas. Estes foram as vítimas de
nossos erros e desatinos do passado, que não
conseguiram esquecer de nós e de todo o sofrimento
que provocamos. Estes desafetos do passado remoto
continuam interagindo conosco, apesar de estarem
em outra dimensão (extra física),
com base nos sentimentos de ódio, vingança,
pensamentos negativos, dos juízos de valor
nos quais ainda estão fixados.
É movida por estes sentimentos
que a “presença” estimula, excita,
os medos inconscientes que trazemos de outras existências.
As sugestões negativas, através de
uma ligação mental potente, desencadeiam
os chamados delírios, ou seja o pânico
não é tão infundado como dizem,
são verdadeiros pois encontram-se nos arquivos
inconscientes do já vivido, do já
experimentado.
Destes medos, o que aparece com
mais freqüência na prática de
consultório é o medo de passar mal
sem assistência, não ser socorrido
e da agonia de morrer assim. Com esta estratégia
as “presenças” conseguem seus
objetivos de desforra através do sofrimento
que causam pelo delírio, o isolamento social,
o constrangimento e a humilhação do
paciente da Síndrome do Pânico.
Mas como é que as “presenças”
atuam? Parecem ser dois os principais caminhos utilizados
eficazmente pelas “presenças”.
O primeiro é uma característica especial
que algumas pessoas possuem, que as tornam mais
suscetíveis a estas influências. É
o que nós chamamos de paranormalidades. Ou
seja, algumas pessoas possuem uma maior sensibilidade
de perceber além da realidade objetiva que
se apresenta ao nosso conjunto de sentidos.
Podem perceber outras realidades
extra físicas, provocar fenômenos físicos
chamados equivocadamente de para-normais. Equivocadamente
porque são mais normais do que se supõe
ou queira se admitir. Estas características
parecem estar mais desorganizadas, talvez até
porque desconhecidas, no indivíduo portador
da Síndrome do Pânico. Alguns estudos
sobre o assunto, como o do Dr. Matthieu Tubino “Um
‘Fluido Vital’ Chamado Ectoplasma”,
demonstram que diversas pessoas possuem como paranormalidade,
uma maior facilidade de produzir ectoplasma.
Este ectoplasma é “manipulado”
pelas “presenças” explicando
assim os diversos sintomas físicos experimentados
pelos portadores da Síndrome: tonturas, taquicardia,
falta de ar, dor e pressão no peito, etc..O
outro caminho parece ser os traços de caráter
do indivíduo. São os traços
de caráter que determinam e mantém
uma série interminável de comportamentos,
sentimentos, formas de funcionar, juízos
de valor e pensamentos.
Podemos citar diversos traços
considerados como defeitos de caráter tais
como o orgulho, a vaidade, o egoísmo, a intolerância,
a irritabilidade, a inveja, o ciúme, o ódio,
a mágoa, a vergonha, etc.. Cada personalidade
nossa do passado parece contribuir com um determinado
traço, ou reforçar outros tantos adquiridos
em outras existências.
Parece que as “presenças”
tem a capacidade de identificar seus algozes do
passado exatamente pelos traços de caráter
(que provavelmente continuam os mesmos) e sobre
eles atuam sempre com a idéia fixa de levar
a cabo seu projeto de vingança. Nada como
uma crise de pânico para levar sofrimento
a indivíduos que trazem traços de
caráter de dominadores, ou o isolamento e
o rótulo de incompetente, ou mesmo da ridicularização
ante uma série de “medos infundados”
para indivíduos que ainda mantém estruturas
de orgulho e vaidade no seu comportamento de vida
atual.Muitas vezes é o próprio sofrimento
causado por estes conflitos o fator que sinaliza
ao indivíduo a necessidade de mudar.
Na grande maioria dos casos este
sofrimento parece estar na dificuldade dos indivíduos
em admitir que para eliminar a dor, o resultado
final, o efeito, é preciso encarar suas causas
e suas implicações negativas em suas
próprias vidas e nas vidas dos demais indivíduos
de sua atual e pretérita convivência.
Só que estes traços de caráter
são incompatíveis com o nosso projeto
de felicidade.
Enquanto não conseguirmos
nos conscientizar da necessidade de abrandamento
destas características que trazemos do passado
e que, tanto lá como agora, nos trazem diversos
problemas, não seremos capazes de trilhar
este caminho de Felicidade e Harmonia. Através
do conhecimento destes conteúdos pretéritos,
o indivíduo consegue identificar a necessidade
de modificar certos valores e atitudes que vem produzindo
desequilíbrios, gerando a maior parte de
seus sofrimentos.
Como pudemos ver a TVP, ao considerar
o componente espiritual do ser humano, entende e
propõe uma forma de tratamento singular,
não só para a Síndrome do Pânico,
mas para diversas psicopatologias que se apresentam
como verdadeiros desafios à Ciência.
Lembramos que a Terapia de Vida Passada não
é uma panacéia onde, magicamente,
conseguimos explicar e resolver todas as questões,
mas se apresenta como uma grande possibilidade de
conscientização e desenvolvimento
do indivíduo.
Através de uma investigação
criteriosa e séria dos conteúdos inconscientes
do indivíduo, permite o seu re-equilíbrio
e a resolução de diversos problemas,
dependendo muito mais do esforço e da vontade
de mudar do indivíduo, que de qualquer outro
fator externo.
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PAPÉIS
VIVENCIADOS EM TVP
A Terapia de Vida Passada é
uma abordagem terapêutica que integra, atualmente,
vários recursos no atendimento de diversas
patologias.
Muitas pessoas ainda confundem a TVP com a Regressão
de Memória.
Entendemos a Terapia de Vida Passada
como um conjunto muito maior de procedimentos e
recursos terapêuticos que podem ser utilizados
pelo terapeuta no transcurso do tratamento. A Regressão
de Memória é apenas uma técnica,
importante e muito potente, que lança mão
para levar o cliente a um Estado Ampliado de Consciência.
Neste estado ampliado o indivíduo
consegue acessar registros de sua memória
extracerebral relativos aos acontecimentos já
vividos pela individualidade em outros momentos
de sua vida passada.
A Regressão de Memória
constitui um primeiro momento do processo da TVP
onde nosso objetivo primordial será a localização
e vivência das situações traumáticas
ou de desequilíbrio que ainda se encontram
cravadas no psiquismo de profundidade do indivíduo
e que atuam na vida atual através de emoções,
pensamentos ou comportamentos inadequados e dos
quais o indivíduo não consegue modificar.
Este primeiro momento, chamado
por nós de IDENTIFICAÇÃO, é
fundamental para o processo terapêutico em
si, chamado por nós de TRANSFORMAÇÃO,
onde o terapeuta auxilia o indivíduo a se
desidentificar desses resíduos ou cristalizações
do passado.
Nossa observação
clínica vem destacando a ocorrência
de alguns papéis vivenciados nas regressões
de memória, que possuem características
específicas que se repetem e que parecem
produzir nos indivíduos experiências
marcantes associadas a alguns importantes sentimentos
e comportamentos atuais.
Chamamos de Papéis os tipos
de personagem que identificamos em uma vida passada,
ou seja, pela forma como ele reage e enfrenta as
situações. Os principais papéis
vivenciados são a VÍTIMA, o ALGOZ
e o OBSERVADOR.
Chamamos de VÍTIMA aquele
papel vivenciado em vida passada onde o personagem
experimentou grandes sofrimentos, injustiças,
dores, aprisionamentos, traições etc.
Nessas situações o indivíduo,
em vida passada, sofreu grandes desequilíbrios
em função das circunstâncias
em que se envolveu.
Os desequilíbrios foram
de tal ordem que desestruturaram o ego deixando
marcas tão profundas no psiquismo que tendem
a permanecer com forte conteúdo emocional
ou influenciando o comportamento na forma de repetição
de padrões ou contrapadrões, ao longo
de outras vidas sucessivas.
Um dos exemplos mais comuns são
as fobias, medos excessivos de um determinado objeto
ou situação, que na maioria das vezes
só poderá ser razoavelmente explicado
a partir de experiências traumáticas
ocorridas em vida passada.
Outro papel vivenciado pelos indivíduos
em suas regressões as experiências
de vida passada é o de ALGOZ. Normalmente,
chamamos de ALGOZ, aquele personagem que provoca,
direta ou indiretamente, o sofrimento ou situações
de desequilíbrio a outras pessoas.
Muitas vezes movidos por interesses
pessoais de várias formas, por prazer, por
pressão “irresistível”
do contexto social ou pela manifestação
de traços primitivos e negativos de nosso
caráter, acabamos agindo de forma egocêntrica
e não considerando o respeito ao outro.
Costumamos dizer que, muitas vezes,
não agimos assim por pura maldade, como alguns
podem supor. As condições sócio-econômicas
do passado eram extremamente duras e com graves
diferenças de oportunidades causando uma
luta selvagem pela sobrevivência.
A configuração de
valores vivida nessas épocas privilegiavam
e até destacavam essas atitudes, muitas vezes
violentas e cruéis, representando um primitivismo
dos indivíduos e da sociedade que parece
também progredir numa escala evolucionista
ao longo das existências e gerações.
Mas, independente da consciência
ou não desses valores, os desequilíbrios
individuais ficam marcados no psiquismo de profundidade,
emergindo em dado momento como a buscar um necessário
re-equilíbrio.
Para nós, o papel de ALGOZ
tem grande importância no processo terapêutico.
Não para apontar os “culpados”
do passado ou para nos prendermos nas interpretações
simplistas do tipo: “você hoje sofre
isso porque fez aquilo no passado”.
Essa visão simplista empobrece e reduz as
possibilidades terapêuticas da TVP. Diante
de uma lembrança de um papel de ALGOZ, o
Inconsciente procura sinalizar a repetição
de padrões de traços de caráter
que podem estar motivando ou mantendo os problemas
de vida atual.
A partir da identificação
desses traços de caráter podemos empreender
e direcionar todo o esforço terapêutico
no sentido da transformação necessária
do indivíduo.
Daí a importância
de que o terapeuta de vida passada seja um profissional
da área de saúde habilitado a lidar
com o material psicológico que emerge em
uma regressão de memória. Tem outra
grande importância o papel de ALGOZ: a identificação
da atuação de “Presenças”
no problema de vida atual.
Chamamos de “Presença”
a individualidade que permanece desencarnada mas
que atua e influencia o psiquismo do indivíduo
por se considerar um desafeto seu. Na esmagadora
maioria das vezes, a identificação
de uma “Presença” no processo
terapêutico do indivíduo está
associada a alguma situação vivida
entre cliente e “Presença”, em
vida passada, onde o cliente (vítima da atuação
de hoje) provocou graves sofrimentos, constrangimentos
ou desequilíbrios à “presença”,
muitas vezes provocando sua morte ou de pessoas
queridas.
Talvez seja o papel de OBSERVADOR,
o menos comum de se encontrar em um processo regressivo
dessa natureza. Entendemos como OBSERVADOR, aquele
papel vivido pelo personagem que diante de uma situação
crítica se omite de qualquer participação,
observa simplesmente ou evita deliberadamente seu
envolvimento, causando a dor ou sofrimento de outras
pessoas.
Como exemplo, podemos citar uma
regressão de memória de uma cliente
que nos tinha procurado por um profundo sentimento
de culpa que lhe invadia desde a infância,
sem qualquer motivação aparente que
a justificasse na sua vida biográfica. Em
uma de suas regressões, se vê como
um homem, muito rude, bruto mesmo, que vivia em
um pequeno vilarejo.
Sem trabalho, vivia de biscates
e pequenos serviços, muitas vezes aceitando
cobrar de devedores com agressões e até
mesmo execuções mandadas por credores
impacientes. Não havia naquele homem qualquer
tipo de remorso pelo que fazia. Um dia, bebendo
numa espécie de “birosca”, sozinho,
vê chegar desesperada uma conhecida sua, prostituta
dos arredores. Vem até ele, pedindo ajuda
pois estava sendo perseguida por alguns homens.
O nosso personagem olha com indiferença,
quando chegam os tais homens. Agarram-na com força
para fora, espancam-na e acabam por matá-la,
diante de todos, deixando o corpo ali na rua.
Nosso personagem se aproxima, vira
o corpo da mulher com um movimento de seu pé.
Se depara com uma expressão de desespero,
olhos esbugalhados pelo terror e pela morte. Cospe
para o lado e segue seu caminho. Mas aquela expressão
do rosto da mulher vai ficar gravada na sua mente.
Lembrava-se com carinho daquela que, talvez, tivesse
sido uma das poucas pessoas, naquela vida, que sentira
algum afeto.
O sentimento de culpa por não
ter feito nada por ela quando pediu ajuda o corroia
por dentro sem que ele se desse conta. Os papéis
vivenciados costumam deixar suas marcas. No campo
dos sentimentos, podemos observar que os papéis
de VÍTIMA normalmente geram sentimentos de
medo e tristeza na personalidade atual. Já
o de ALGOZ tende a gerar sentimentos exagerados
ou desproporcionais de raiva e culpa enquanto os
papéis de OBSERVADOR, resultam em significativos
sentimentos de culpa.
Como podemos verificar apenas por
esses aspectos destacados nesse artigo, a compreensão
desses papéis somente, já oferecerem
uma série de possibilidades de intervenção
e de compreensão da complexidade psicológica
que se desdobra quando consideramos o indivíduo
integral, ou seja, nas suas dimensões biológica,
psicológica, social, cultural e espiritual.
Essa pequena análise de
um dos aspectos que podem ser observados durante
a etapa da regressão de memória, demonstra
o potencial de recursos que essa nova abordagem,
a Terapia de Vida Passada, pode oferecer aos profissionais
da psicoterapia na compreensão do homem e
seus sofrimentos.
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PSICOLOGIA
TRANSPESSOAL: A CIÊNCIA DESCOBRINDO O ESPÍRITO
Como entender as singularidades
das pessoas? Suas diferenças na forma de
pensar, agir, sentir e se relacionar com os outros?
Esse tem sido o principal objetivo de estudo da
Psicologia Ocidental moderna.
A Psicologia tem se ocupado em
desenvolver diversas formas de compreensão
e de explicação dos processos mentais,
dos comportamentos e emoções características
que, juntamente à inteligência, temperamento,
etc., determinam a personalidade do indivíduo.
Porém, os diversos modelos
teóricos explicativos do psiquismo humano
parecem divergir em alguns pontos e não conseguem,
isoladamente, dar conta dos complexos fenômenos
observados no comportamento humano. Não só
do comportamento dito normal como do convencionalmente
chamado de patológico ou inadequado.Após
os importantes ciclos de pensamento na Psicologia
como o Behaviorismo, a Psicanálise e o Humanismo/Existencialismo,
temos assistido o crescimento de uma 4a força
que passou a ser conhecida por Psicologia Transpessoal.
Essa nova tendência de pensamento
se constituiu a partir da crescente preocupação
dos pesquisadores com a importância e atuação
das necessidades espirituais no ser humano observadas,
diga-se de passagem, em qualquer período
ou local da história da Humanidade.Espiritualidade
não quer dizer Religiosidade.
A busca do espiritual sempre esteve
associada a algum tipo da prática religiosa.
Hoje, com a Psicologia Transpessoal rompe-se essa
barreira restritiva, na medida que podemos introduzir
a questão do espírito ou dimensão
espiritual como objeto de estudo da Ciência,
observando seus reflexos na vida e construindo modelos
teóricos explicativos coerentes.
É claro que o paradigma
científico atual precisa ser ampliado para
poder abranger os fenômenos que são
a base da Psicologia Transpessoal, já que
tratam de níveis de consciência e de
realidade além dos limites da realidade tridimensional
percebida por nossos cinco sentidos básicos.
Os principais pesquisadores da
Psicologia Transpessoal, como Stanislav Groff, Ken
Wilber, Roberto Assagioli, Charles Tart, dentre
outros, têm se ocupado principalmente de pesquisar
a estrutura da mente humana ou a Cartografia do
Psiquismo.
Nestes estudos tem-se observado
a possibilidade do indivíduo experimentar
estados mentais de forma espontânea ou induzida,
onde é capaz de perceber níveis de
realidade diferentes daqueles condicionados aos
nossos cinco sentidos básicos que tem sido
a base de observação pela Ciência
pois compõem a realidade objetiva palpável.
Porém, os avanços da Física
quântica e einsteniana tem comprovado a possibilidade
de existência de realidades, universos ou
planos paralelos à nossa restrita consciência.
Estas experiências são
chamadas de transpessoais pois representam uma consciência
e realidades, mesmo que subjetivas, que vão
“além da personalidade” comum.
Com esta nova forma de entendimento
do ser humano, alguns fenômenos complexos
como a Regressão de Memória, a Percepção
extra-sensorial, a telepatia, passam a ter uma explicação
plausível. Mais do que isso. A aplicação
destes princípios transpessoais, quando aplicados
à clínica psicológica, tem
permitido uma ampliação na capacidade
da Ciência em superar desafios, em minimizar
a dor e o sofrimento dos indivíduos de forma
mais rápida e duradoura.
Pode ser que na dimensão
espiritual do homem esteja a chave para a sua compreensão.
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